sábado, 15 de outubro de 2016

Alunos ou vândalos



Alunos ou Vândalos :





Alunas: Paula Mattos Correa 14112080372
              Juliana Monteiro       14112080373
              Jocimara Auxiliadora 14212080421





Referências :

https://www.youtube.com/watch?v=99fwUdrZzDw

Os 5 segredos para uma gestão escolar de sucesso

       Os 5 segredos para uma gestão escolar de sucesso



Se compararmos uma escola com uma empresa qualquer, algumas características despontam como similaridades. Porém, como o papel fundamental é educar, não há como pensar somente em números e cifras na hora de traçar um roteiro de como gerir com sucesso uma escola. Nos mínimos detalhes, uma escola mesmo que privada, precisa exercer o papel de agente transformador social, e isso sem se esquecer de administrar e multiplicar recursos. É nesse intuito de harmonizar recursos e metas pedagógicas que conheceremos os 5 segredos para uma gestão escolar de sucesso.
Capacitação do gestor
Como não poderia deixar de ser, a educação dos educadores, e principalmente de um gestor, é fator primordial para a boa saúde de uma escola. Não só a formação acadêmica com os certificados exigidos pela profissão, mas a vivência na profissão, e a expertise de saber lidar com as diversas realidades que se apresentam no ambiente diário de uma escola. Um gestor precisa ser alguém organizado em suas formulações e disciplinado em suas tarefas. Além de ser alguém com capacidade de explanar ideias, precisa saber a hora de ouvir sugestões e a hora de dizer também o “não”.
Cuidado com o aprendizado dos alunos
Não adianta somente transferir conhecimento e aplicar provas periódicas; é necessário que os mecanismos de avaliação estejam em dia, dando a visão tanto geral como pormenorizada de cada variação, ganho ou deficiência de turmas e alunos. Cada assunto levantado em classe precisa fazer parte de um escopo coerente, com a missão de agregar conhecimento contínuo e eficaz em sala de aula e no ambiente escolar como um todo. Acompanhar o dia a dia dos alunos e oferecer ferramentas que estejam inseridas na realidade deles é abrir uma conexão preciosa para transferir conhecimento. Para que tudo isso ocorra com eficiência, é preciso ter mecanismos confiáveis de análise, capazes de apresentar uma leitura em tempo hábil para que se mude qualquer resultado insatisfatório na metodologia.
Senso de coletividade e interdependência
Em uma escola que queira ter sucesso não pode haver aquele processo centralizado somente no diretor ou em determinados profissionais. Além dos papéis específicos, cada profissional envolvido no aprendizado precisa entender que um time tem muito mais sucesso que indivíduos isolados. Portanto, a comunicação e o senso de responsabilidade coletiva devem ser trabalhados. Desde a pessoa da recepção, passando por professores, orientadores e até gestores, a comunicação deve ser exercida de forma eficaz. Os alunos precisam ser abraçados por uma gestão que saiba o que cada um precisa, com professores compreendendo o plano geral do processo pedagógico; assim também, o gestor deve saber como ajudar os professores em suas necessidades na missão de ensinar. Também a comunidade deve ser convidada a participar da escola, ajudando assim a propagar o nome da instituição como um referencial na localidade, assegurando a confiabilidade e ampliando potencialmente a cartela de alunos matriculados.
Investimento na estrutura física
Além do processo teórico da Pedagogia, é preciso que a escola seja bem estruturada. A gestão de uma escola deve visualizar todas as possibilidades e manter um espaço que, além de agradável, seja útil para que as disciplinas sejam aplicadas.
Assim como pinturas e demais instalações perceptíveis aos olhos de todos, o sistema de aparelhamento, como computadores modernos, lousas, mobílias e demais instrumentos devem ser levados a sério pelo gestor. Isso reflete não só na percepção do aluno e dos pais sobre seu ambiente de aprendizado, mas cria uma atmosfera propícia para o dia a dia dos profissionais também.
Investimento em tecnologia
Há alguns anos quando se falava em tecnologia para escolas, vinham à mente os aparelhos de vídeo, áudio ou mesmo os computadores do laboratório. Hoje o conceito abrange a vida acadêmica como um todo, cercando o ambiente diário de novas possibilidades. Um professor pode ter informações rápidas sobre o histórico acadêmico de um aluno, com gráficos de desempenho e pontos fracos ou fortes. O profissional pode criar um banco de dados e atacar um determinado ponto na ênfase de seu ensino, tornando muito mais eficaz sua aula. Da mesma forma, os pais podem ter acesso aos detalhes da vida acadêmica de seus filhos, sabendo como o investimento está sendo direcionado. O gestor pode visualizar todo o trajeto do aluno e do professor, interferindo e agregando pontos quando achar necessário.
Todos os pontos abordados fazem parte das revoluções diárias que podem acontecer se forem implementados. Com boa vontade, disciplina e ferramentas adequadas, o potencial de sucesso é gigantesco.
 

Referencias :http://blog.wpensar.com.br/gestao-escolar/os-5-segredos-para-uma-gestao-escolar-de-sucesso/


Alunas : Paula Mattos Corrêa 14112080372
              Juliana Monteiro   14112080373
              Jocimara Auxiliadora 14212080421

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Violência Escolar





Fonte :Nani Humor: TIRAS


Alunas: Joseli C.S.Magalhães 14112080499
             Priscila A. Roberti 14112080382
             Maria das Graças Jacinto 14112080400

Violência Escolar

Violência escolar: um desafio a ser combatido 




 Redação escrita por Gusto 

 Não é difícil presenciar, nas escolas brasileiras, as seguintes situações: alunos desrespeitando professores, colegas de sala se agredindo fisicamente e grupinhos menosprezando outros estudantes. Esses são só alguns exemplos da violência escolar que perdura por muitos anos no Brasil. Nesse sentido, é preciso analisar as causas dessas ações, as quais estão relacionadas, principalmente, à falta de educação familiar e às diferenças causadas pelo mundo globalizado. 
A educação que jovens e crianças recebem em casa refletem muito nas atividades dos alunos dentro de sala. Desse modo, filhos com pais ausentes na sua formação são constantemente influenciados por valores aprendidos na rua, na TV e na internet, os quais, muitas vezes, são deturpados e péssimos para o que seria uma convivência respeitosa e ética com seus semelhantes. Como consequência disso, é observado o mau comportamento dessas pessoas dentro de sala, desrespeitando professores e amigos de classe.
 Além disso, como reflexo do capitalismo exacerbado, diferenças socioculturais e econômicas são responsáveis por criar uma segregação entre os alunos. Para exemplificar esse fato, é possível constar que certos grupos de alunos possuem mais benefícios do que outros, tendo materiais escolares melhores, lanches mais elaborados e brinquedos mais caros. Dessa maneira, os grupos que possuem tais benefícios acabam excluindo os alunos que não têm as mesmas oportunidades, gerando um clima de tensão e que pode acabar resultando na prática da violência psicológica, verbal e física.
 Diante desse contexto, medidas são necessárias para a atenuação ou resolução desses problemas. Em primeiro lugar, as famílias devem participar ativamente da educação dos filhos, por intermédio de ensinamentos básicos de humanidade e ética, além de estarem atentos à influencia de valores prejudiciais a eles. Para complementar essa ação, as escolas devem proporcionar possibilidades para uma boa convivência dos alunos, fazendo isso por meio de esportes, aulas e gincanas que estimulem sentimentos de companheirismo, amizade e solidariedade. Com essas medidas, será possível o combate efetivo à violência escolar. 

REFERÊNCIA: http://www.projetoredação.com.br



Joseli Costa Santos Magalhães 14112080499
Maria das Graças Jacinto Santos 14112080499
Priscila Aparecida Garcia Roberti 14112080382


Salve quem Poder


Triste Realidade


Resultado de imagem para tirinhas sobre violencia escolar

Fonte de Pesquisa:

http://i42.tinypic.com/2i0rts6.jpg

Colaboração: Palmola Iliziara Medeiros  14212080480

Síndrome de Burnout

Edição do dia 28/09/2010
28/09/2010 11h55 - Atualizado em 30/09/2010 12h01


Síndrome de burnout afeta quem lida diretamente com público

Uma doença moderna é cada vez mais comum no Brasil e no mundo. É a síndrome de burnout, que, em tradução livre, quer dizer esgotamento profissional depois de muito estresse no trabalho, especialmente de quem lida diretamente com o público.


Na sala de aula, professores à beira de um ataque de nervos. Na emergência superlotada, pacientes insatisfeitos e enfermeiros com medo de agressões.
Quando o trabalho de quem lida com o público vira sofrimento, motivo de desânimo e estresse, o profissional adoece. É cada vez maior o número de pessoas que sofrem da síndrome de burnout, uma doença do trabalho que já se tornou um problema de saúde pública.
“As categorias mais atingidas são os professores, médicos e enfermeiros. Dentro da área de saúde, citam-se ainda dentistas e, em outras áreas, encontramos relatos em relação a policiais e jornalistas”, diz o pesquisador Waldemir Borba.
A síndrome de burnout está associada a alguns fatores: condições de trabalho, altos índices de violência, acúmulo de empregos e pressão do público.
A doença, na maioria das vezes, não é identificada pelo profissional. Ele não consegue enxergar no trabalho a origem do esgotamento físico e mental e, muito menos, reconhece que está doente e que precisa de ajuda.
“A partir do momento que a gente identifica que não é um estresse comum, que é algo a mais, a gente começa a parar pra pensar um pouquinho na gente”, diz Cleoneide Gerônimo, professora.
Dezesseis anos de profissão, três empregos ao mesmo tempo. Uma enfermeira adoeceu e faz tratamento psicológico pra se livrar dos sintomas. “Emocionalmente, tristeza profunda e angústia, e, fisicamente, dores, no corpo todo”, diz a profissional, que não quis se identificar.
Jaqueline Brito, pesquisadora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), entrevistou 265 professores e descobriu que 55% deles estavam com alto nível de exaustão emocional por causa do trabalho. “Trabalhar com gente adoece, e não é pouco. E não é o adoecer físico. É o adoecer mental”, diz Jaqueline.
Resultado de imagem para reportagem sobre sindrome de burnout
Fonte de Pesquisa:
http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2010/09/sindrome-de-burnout-afeta-quem-lida-diretamente-com-publico.html
Colaboração: Palmola Iliziara Medeiros 14212080480

Síndrome de Burnout _ Fique por dentro

 SÍNDROME DE BURNOUT 




ASSÉDIO MORAL

Em entrevista ao Observatório da Educação, Silvia Barbara, professora do ensino médio da rede privada e diretora do Sindicato dos Professores de São Paulo (SINPRO-SP), aborda o tema da violência nas escolas e do assédio moral contra o professor. Ela avalia o projeto de lei 191/09, do senador Paulo Paim, aprovado em novembro pela Comissão de Educação do Senado, e que tem por objetivo disciplinar condutas e estabelecer o encaminhamento dos casos de violência em sala de aula. Silvia também fala sobre o assédio moral nas escolas e suas implicações no cotidiano escolar.


OE - O que pensa do projeto do senador Paulo Paim, que trata da violência em sala de aula contra o professor?

Silvia Barbara - O projeto de lei se refere a quando há danos materiais, lesões corporais ou morte. Não fala do aluno que se recusa a entregar seu celular ou xinga o professor. Por isso, por mais que respeite o projeto de lei do senador, tenho a impressão que já tem código penal e civil para resolver essas questões. Ele trata disso, e violência que estou sujeita como qualquer pessoa, não por ser professor. Já tem uma lei específica para o caso do aluno matar o professor, ou bater nele.

Não se trata de questões pedagógicas, mas policiais, sim. Por isso não concordo com o argumento de que esse tipo de lei só criminaliza e não resolve o problema pedagógico. Não é disso mesmo que se trata, mas de um tipo de violência a que o professor e qualquer outra pessoa pode estar sujeita.

OE - Nessa temática da violência contra o professor, o que é mais comum nas escolas particulares?

Silvia Barbara - Ultimamente, estou preocupada com outro tipo de violência que talvez não seja essa tão aberta, escancarada. A agressão física é clara. Mas existe a violência que talvez não seja tão explícita, ou classificada como agressão, mas que corrói o cotidiano do professor, a alma dele o dia todo. É uma violência que está não só na escola, mas no dia-a-dia. Por exemplo: vi o questionário socioeconômico enviado pelo Inep aos alunos inscritos no Enem. Está publicado no site do MEC a íntegra do questionário. Há uma seção: você e seus estudos. Em nenhum momento pergunta-se como o aluno estudou, quantas horas por dia... mas pede para o aluno avaliar o grau de conhecimento de seu professor, para definir se o professor é autoritário. E se acha que isso é normal, que o poder público coloque isso para quatro milhões de jovens. É uma falta de respeito atroz. É aparentemente algo profissional, mas é uma violência que acaba com a moral e a vontade do professor de trabalhar. É muito comum ler em jornais e revistas que o professorado é um bando de ignorante. Como vamos trabalhar no dia seguinte? Aí não há lei que resolva.

OE - Como entende a questão do assédio moral na escola?

Silvia Barbara - O assédio moral tem um agravante na escola, pois muitas vezes vem camuflado por discurso pseudopedagógico. Por exemplo, o professor elabora uma atividade, mas o aluno não veio. Então, o professor deve fazer uma prova substitutiva. Se isso se repete e hã pressões dos superiores por elaboração de tarefas que vão além do que o professor deve fazer é um tipo de assédio moral. Pode não ser aberto o assédio, haver argumentos pedagógicos, mas a pressão existe e não é escancarado. Vem camuflado por um discurso aparentemente pedagógico. A pressão, quando é camuflada, às vezes tem impactos muito mais sérios do que aquelas escancaradas.

OE - E qual é a saída do professor para esse tipo de situação?

Silvia Barbara - Propus, em um artigo escrito no ano passado, um limite de negociação com o aluno. Aparelhos eletrônicos na sala de aula,muitas vezes, ocasionam briga entre professor e aluno. Uma solução é criar norma de conduta social que defina algumas regras na escola e estabeleçam limites do que é negociável e não é. Não precisa de lei, mas deve ficar claro que, quando o aparelho é retirado do aluno, o coordenador não pode devolver no final da aula. Uma forma de reduzir determinados atos de violência, muitos praticados por coordenadores e donos de escolas contra o professor, é estabelecer um discurso mais respeitoso em relação ao professor. Não é preciso adulação, mas respeito.Se criarmos regras de conduta na qual se respeite o professor, a coordenação pedagógica e a imprensa respeite o professor, talvez reduza muito a violência que é praticada dentro da escola.



www.observatoriodaeducação.org.br




ALUNAS: 

BRUNA VALÉRIA FEDER               MATRÍCULA: 13212080355
VALÉRIA IVO CALICCHIO             MATRÍCULA:14212080160

















































 

ASSÉDIO MORAL

Assédio moral é a conduta abusiva que pode ser caracterizado principalmente por comportamentos, palavras e atitudes que intencionalmente e frequentemente, possa ofender a integridade física ou psíquica de uma pessoa, ameaçando sua posição ou complicando o relacionamento interpessoal no local de trabalho.

Nas instituições educacionais o assédio moral é caracterizado pelo BULLYING, onde o agressor age como intimidador. A prática do bullying pode se caracterizar por forçar a vítima ao isolamento social por meio de comentários maldosos, recusa em se relacionar com a vítima e intimidação de outras pessoas que teriam interesse nessa socialização.

Podemos observar que o assédio moral pode ocorrer na relação professorXaluno, quando o doscente usa sua hierarquia para intimidar, constranger e humilhar o aluno. E também na relação alunoXprofessor esse tipo de assédio pode desestabilizar a ordem mínima, impossibilitando a atividade educacional afetiva, que é muito importante em uma sala de aula. Os fatores mais fortes nesse tipo de assédio são ameaças à integridade da pessoa e abuso de poder econômico.

No Brasil, alguns estados já aprovaram projeto de lei de combate ao bullying, como: RS, SP, RJ...
Ainda não existe uma lei federal ainda, mas esta em tramitação na Câmara Federal.



Referência Bibliográfica:

www.webartigos.com
diariamente-mel.blogspot.com.br



Sugestão de vídeos à respeito de Assédio Moral







ALUNAS:

Bruna Valéria Feder             Matrícula: 13212080355
Valéria Ivo Calicchio           Matrícula: 14212080160






















Quais são as especificidades para lidar com o bullying na Educação Infantil?

por:
NE
NOVA ESCOLA
01 de Dezembro 2010 - 12:00
Para evitar o bullying, é preciso que a escola valide os princípios de respeito desde cedo. É comum que as crianças menores briguem com o argumento de não gostar uma das outras, mas o educador precisa apontar que todos devem ser respeitados, independentemente de se dar bem ou não com uma pessoa, para que essa ideia não persista durante o desenvolvimento da criança.

1. O que é bullying? Confira a definição

Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.
"É uma das formas de violência que mais cresce no mundo", afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz(224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.
Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.

2. O que não é bullying?

Discussões ou brigas pontuais não são bullying. Conflitos entre professor e aluno ou aluno e gestor também não são considerados bullying. Para que seja bullying, é necessário que a agressão ocorra entre pares (colegas de classe ou de trabalho, por exemplo). Todo bullying é uma agressão, mas nem toda a agressão é classificada como bullying
Para Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para ser dada como bullying, a agressão física ou moral deve apresentar quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo, a repetição da agressão, a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa. ''Quando o alvo supera o motivo da agressão, ele reage ou ignora, desmotivando a ação do autor'', explica a especialista.

3. O bullying é um fenômeno recente?

Não. O bullying sempre existiu. No entanto, o primeiro a relacionar a palavra a um fenômeno foi Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega, no fim da década de 1970. Ao estudar as tendências suicidas entre adolescentes, o pesquisador descobriu que a maioria desses jovens tinha sofrido algum tipo de ameaça e que, portanto, o bullying era um mal a combater.

A popularidade do fenômeno cresceu com a influência dos meios eletrônicos, como a internet e as reportagens na televisão, pois os apelidos pejorativos e as brincadeiras ofensivas foram tomando proporções maiores. "O fato de ter consequências trágicas - como mortes e suicídios - e a impunidade proporcionaram a necessidade de se discutir de forma mais séria o tema", aponta Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil (164 págs., Thesaurus Editora tel. (61) 3344-3738).
Sozinha, a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um praticante de bullying. "A tendência é que ele seja assim por toda a vida, a menos que seja tratado", diz

4. O que leva o autor do bullying a praticá-lo?

Querer ser mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. Isso tudo leva o autor do bullying a atingir o colega com repetidas humilhações ou depreciações. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, sente-se satisfeito com a opressão do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima.

5. O espectador também participa do bullying?

Sim. É comum pensar que há apenas dois envolvidos no conflito: o autor e o alvo. Mas os especialistas alertam para esse terceiro personagem responsável pela continuidade do conflito.
O espectador típico é uma testemunha dos fatos, pois não sai em defesa da vítima nem se junta aos autores. Quando recebe uma mensagem, não repassa. Essa atitude passiva pode ocorrer por medo de também ser alvo de ataques ou por falta de iniciativa para tomar partido.

Também são considerados espectadores os que atuam como plateia ativa ou como torcida, reforçando a agressão, rindo ou dizendo palavras de incentivo. Eles retransmitem imagens ou fofocas. Geralmente, estão acostumados com a prática, encarando-a como natural dentro do ambiente escolar. ''O espectador se fecha aos relacionamentos, se exclui porque acha que pode sofrer também no futuro.
Se for pela internet, por exemplo, ele ?apenas? repassa a informação. Mas isso o torna um coautor'', explica a pesquisadora Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868).

 6. Como identificar o alvo do bullying?

O alvo costuma ser uma criança ou um jovem com baixa autoestima e retraído tanto na escola quanto no lar. ''Por essas características, dificilmente consegue reagir'', afirma o pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia). Aí é que entra a questão da repetição no bullying, pois se o aluno procura ajuda, a tendência é que a provocação cesse.

Além dos traços psicológicos, os alvos desse tipo de violência costumam apresentar particularidades físicas. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos.
"Também pode ocorrer com um novato ou com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas", exemplifica Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil (164 págs., Thesaurus Editora tel. (61) 3344-3738).

7. Quais são as consequências para o aluno que é alvo de bullying?

O aluno que sofre bullying, principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola. Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom para integrar o grupo e apresentar baixo rendimento.
Uma pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) revela que 41,6% das vítimas nunca procuraram ajuda ou falaram sobre o problema, nem mesmo com os colegas.

As vítimas chegam a concordar com a agressão, de acordo com Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinhas (Unicamp). O discurso deles segue no seguinte sentido: "Se sou gorda, por que vou dizer o contrário?"
Aqueles que conseguem reagir podem alternar momentos de ansiedade e agressividade. Para mostrar que não são covardes ou quando percebem que seus agressores ficaram impunes, os alvos podem escolher outras pessoas mais indefesas e passam a provocá-las, tornando-se alvo e agressor ao mesmo tempo.

8. O que é pior: o bullying com agressão física ou o bullying com agressão moral?

Ambas as agressões são graves e causam danos ao alvo do bullying. Por ter consequências imediatas e facilmente visíveis, a violência física muitas vezes é considerada mais grave do que um xingamento ou uma fofoca.
''A dificuldade que a escola encontra é justamente porque o professor também vê uma blusa rasgada ou um material furtado como algo concreto. Não percebe que uma exclusão, por exemplo, é tão dolorida quanto ou até mais'', explica Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Os jovens também podem repetir esse mesmo raciocínio e a escola deve permanecer alerta aos comportamentos moralmente abusivos.

9. Existe diferença entre o bullying praticado por meninos e por meninas?

De modo geral, sim. As ações dos meninos são mais expansivas e agressivas, portanto, mais fáceis de identificar. Eles chutam, gritam, empurram, batem.
Já no universo feminino o problema se apresenta de forma mais velada. As manifestações entre elas podem ser fofocas, boatos, olhares, sussurros, exclusão. "As garotas raramente dizem por que fazem isso. Quem sofre não sabe o motivo e se sente culpada", explica a pesquisadora norte-americana Rachel Simmons, especialista em bullying feminino.
Ela conta que as meninas agem dessa maneira porque a expectativa da sociedade é de que sejam boazinhas, dóceis e sempre passivas. Para demonstrar qualquer sentimento contrário, elas utilizam meios mais discretos, mas não menos prejudiciais. "É preciso reconhecer que as garotas também sentem raiva. A agressividade é natural no ser humano, mas elas são forçadas a encontrar outros meios - além dos físicos - para se expressar", diz Rachel.

10. O que fazer em sala de aula quando se identifica um caso de bullying?

Ao surgir uma situação em sala, a intervenção deve ser imediata. "Se algo ocorre e o professor se omite ou até mesmo dá uma risadinha por causa de uma piada ou de um comentário, vai pelo caminho errado. Ele deve ser o primeiro a mostrar respeito e dar o exemplo", diz Aramis Lopes Neto, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.
O professor pode identificar os atores do bullying: autores, espectadores e alvos. Claro que existem as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar. Mas é necessário distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão. "Isso não é tão difícil como parece. Basta que o professor se coloque no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Mas como eu me sentiria se fosse chamado assim?", orienta o pediatra Lauro Monteiro Filho.

Veja os conselhos dos especialistas Cléo Fante e José Augusto Pedra, autores do livro Bullying Escolar (132 págs., Ed. Artmed, tel; 0800 703 3444):
  • Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças por meio de conversas, campanhas de incentivo à paz e à tolerância, trabalhos didáticos, como atividades de cooperação e interpretação de diferentes papéis em um conflito;
  • Desenvolver em sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos;
  • Quando um estudante reclamar de algo ou denunciar o bullying, procurar imediatamente a direção da escola.

11. Qual o papel do professor em conflitos fora da sala de aula?

O professor é um exemplo fundamental de pessoa que não resolve conflitos com a violência. Não adianta, porém, pensar que o bullying só é problema dos educadores quando ocorre do portão para dentro. É papel da escola construir uma comunidade na qual todas as relações são respeitosas.
''Deve-se conscientizar os pais e os alunos sobre os efeitos das agressões fora do ambiente escolar, como na internet, por exemplo'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação ''As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral'', da Universidade de Franca (Unifran).
''A intervenção da escola também precisa chegar ao espectador, o agente que aplaude a ação do autor é fundamental para a ocorrência da agressão'', complementa a especialista.

12. O professor também é alvo de bullying?

Conceitualmente, não, pois, para ser considerada bullying, é necessário que a violência ocorra entre pares, como colegas de classe ou de trabalho. O professor pode, então, sofrer outros tipos de agressão, como injúria ou difamação ou até física, por parte de um ou mais alunos.

Mesmo não sendo entendida como bullying, trata-se de uma situação que exige a reflexão sobre o convívio entre membros da comunidade escolar. Quando as agressões ocorrem, o problema está na escola como um todo. Em uma reunião com os educadores, pode-se descobrir se a violência está acontecendo com outras pessoas da equipe para intervir e restabelecer as noções de respeito.

Se for uma questão pontual, com um professor apenas, é necessário refletir sobre a relação entre o docente e o aluno ou a classe. ''O jovem que faz esse tipo de coisa normalmente quer expor uma relação com o professor que não está bem. Existem comunidades na internet, por exemplo, que homenageiam os docentes. Então, se o aluno se sente respeitado pelo professor, qual o motivo de agredi-lo?'', questiona Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação "As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral", da Universidade de Franca (Unifran).

O professor é uma autoridade na sala de aula, mas essa autoridade só é legitimada com o reconhecimento dos alunos em uma relação de respeito mútua. ''O jovem está em processo de formação e o educador é o adulto do conflito e precisa reagir com dignidade'', afirma Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Unicamp.

13. O que fazer para evitar o bullying?

A Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) sugere as seguintes atitudes para um ambiente saudável na escola:
  • Conversar com os alunos e escutar atentamente reclamações ou sugestões;
  • Estimular os estudantes a informar os casos;
  • Reconhecer e valorizar as atitudes da garotada no combate ao problema;
  • Criar com os estudantes regras de disciplina para a classe em coerência com o regimento escolar;
  • Estimular lideranças positivas entre os alunos, prevenindo futuros casos;
  • Interferir diretamente nos grupos, o quanto antes, para quebrar a dinâmica do bullying.
Todo ambiente escolar pode apresentar esse problema. "A escola que afirma não ter bullying ou não sabe o que é ou está negando sua existência", diz o pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia). O primeiro passo é admitir que a escola é um local passível de bullying. É necessário também informar professores e alunos sobre o que é o problema e deixar claro que o estabelecimento não admitirá a prática.

"A escola não deve ser apenas um local de ensino formal, mas também de formação cidadã, de direitos e deveres, amizade, cooperação e solidariedade. Agir contra o bullying é uma forma barata e eficiente de diminuir a violência entre estudantes e na sociedade", afirma o pediatra.

14. Como agir com os alunos envolvidos em um caso de bullying?

O foco deve se voltar para a recuperação de valores essenciais, como o respeito pelo que o alvo sentiu ao sofrer a violência. A escola não pode legitimar a atuação do autor da agressão nem humilhá-lo ou puni-lo com medidas não relacionadas ao mal causado, como proibi-lo de frequentar o intervalo.

Já o alvo precisa ter a autoestima fortalecida e sentir que está em um lugar seguro para falar sobre o ocorrido. "Às vezes, quando o aluno resolve conversar, não recebe a atenção necessária, pois a escola não acha o problema grave e deixa passar", alerta Aramis Lopes, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Ainda é preciso conscientizar o espectador do bullying, que endossa a ação do autor. ''Trazer para a aula situações hipotéticas, como realizar atividades com trocas de papéis,  são ações que ajudam a conscientizar toda a turma.
A exibição de filmes que retratam o bullying, como ''As melhores coisas do mundo'' (Brasil, 2010), da cineasta Laís Bodanzky, também ajudam no trabalho. A partir do momento em que a escola fala com quem assiste à violência, ele para de aplaudir e o autor perde sua fama'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação ''As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral'', da Universidade de Franca (Unifran).

15. Como lidar com o bullying contra alunos com deficiência?

Conversar abertamente sobre a deficiência é uma ação que deve ser cotidiana na escola. O bullying contra esse público costuma ser estimulado pela falta de conhecimento sobre as deficiências, sejam elas físicas ou intelectuais, e, em boa parte, pelo preconceito trazido de casa.

De acordo com a psicóloga Sônia Casarin, diretora do S.O.S. Down - Serviço de Orientação sobre Síndrome de Down, em São Paulo, é normal os alunos reagirem negativamente diante de uma situação desconhecida. Cabe ao educador estabelecer limites para essas reações e buscar erradicá-las não pela imposição, mas por meio da conscientização e do esclarecimento.

Não se trata de estabelecer vítimas e culpados quando o assunto é o bullying. Isso só reforça uma situação polarizada e não ajuda em nada a resolução dos conflitos. Melhor do que apenas culpar um aluno e vitimar o outro é desatar os nós da tensão por meio do diálogo. A violência começa em tirar do aluno com deficiência o direito de ser um participante do processo de aprendizagem. É tarefa dos educadores oferecer um ambiente propício para que todos, especialmente os que têm deficiência, se desenvolvam. Com respeito e harmonia.

16. Como deve ser uma conversa com os pais dos alunos envolvidos no bullying?

É preciso mediar a conversa e evitar o tom de acusação de ambos os lados. Esse tipo de abordagem não mostra como o outro se sente ao sofrer bullying. Deve ser sinalizado aos pais que alguns comentários simples, que julgam inofensivos e divertidos, são carregados de ideias preconceituosas.
''O ideal é que a questão da reparação da violência passe por um acordo conjunto entre os envolvidos, no qual todos consigam enxergar em que ponto o alvo foi agredido para, assim, restaurar a relação de respeito'' explica Telma Vinha, professora do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Muitas vezes, a escola trata de forma inadequada os casos relatados por pais e alunos, responsabilizando a família pelo problema. É papel dos educadores sempre dialogar com os pais sobre os conflitos - seja o filho alvo ou autor do bullying, pois ambos precisam de ajuda e apoio psicológico.

17. O que fazer em casos extremos de bullying?

A primeira ação deve ser mostrar aos envolvidos que a escola não tolera determinado tipo de conduta e por quê. Nesse encontro, deve-se abordar a questão da tolerância ao diferente e do respeito por todos, inclusive com os pais dos alunos envolvidos.

Mais agressões ou ações impulsivas entre os envolvidos podem ser evitadas com espaços para diálogo. Uma conversa individual com cada um funciona como um desabafo e é função do educador mostrar que ninguém está desamparado.
''Os alunos e os pais têm a sensação de impotência e a escola não pode deixá-los abandonados. É mais fácil responsabilizar a família, mas isso não contribui para a resolução de um conflito'', diz Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A especialista também aponta que a conversa em conjunto, com todos os envolvidos, não pode ser feita em tom de acusação. ''Deve-se pensar em maneiras de mostrar como o alvo do bullying se sente com a agressão e chegar a um acordo em conjunto. E, depois de alguns dias, vale perguntar novamente como está a relação entre os envolvidos'', explica Telma.

É também essencial que o trabalho de conscientização seja feito também com os espectadores do bullying, aqueles que endossam a agressão e os que a assistem passivamente. Sem que a plateia entenda quão nociva a violência pode ser, ela se repetirá em outras ocasiões.

18. Bullying na Educação Infantil. É possível?

Sim, se houver a intenção de ferir ou humilhar o colega repetidas vezes. Entre as crianças menores, é comum que as brigas estejam relacionadas às disputas de território, de posse ou de atenção - o que não caracteriza o bullying. No entanto, por exemplo, se uma criança apresentar alguma particularidade, como não conseguir segurar o xixi, e os colegas a segregarem por isso ou darem apelidos para ofendê-la constantemente, trata-se de um caso de bullying.
"Estudos na Psicologia afirmam que, por volta dos dois anos de idade, há uma primeira tomada de consciência de 'quem eu sou', separada de outros objetos, como a mãe.
E perto dos três anos, as crianças começam a se identificar como um indivíduo diferente do outro, sendo possível que uma criança seja alvo ou vítima de bullying. Essa conduta, porém, será mais frequentes num momento em que houver uma maior relação entre pares, mais cotidiana'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral", da Universidade de Franca (Unifran).

19. Quais são as especificidades para lidar com o bullying na Educação Infantil?

Para evitar o bullying, é preciso que a escola valide os princípios de respeito desde cedo.É comum que as crianças menores briguem com o argumento de não gostar uma das outras, mas o educador precisa apontar que todos devem ser respeitados, independentemente de se dar bem ou não com uma pessoa, para que essa ideia não persista durante o desenvolvimento da criança.

20. O que é bullying virtual ou cyberbullying?

É o bullying que ocorre em meios eletrônicos, com  mensagens difamatórias ou ameaçadoras circulando por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais), redes sociais e celulares. É quase uma extensão do que os alunos dizem e fazem na escola, mas com o agravante de que as pessoas envolvidas não estão cara a cara.
Dessa forma, o anonimato pode aumentar a crueldade dos comentários e das ameaças e os efeitos podem ser tão graves ou piores. "O autor, assim como o alvo, tem dificuldade de sair de seu papel e retomar valores esquecidos ou formar novos", explica Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinhas (Unicamp).

Esse tormento que é a agressão pela internet faz com que a criança e o adolescente humilhados não se sintam mais seguros em lugar algum, em momento algum. Marcelo Coutinho, especialista no tema e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), diz que esses estudantes não percebem as armadilhas dos relacionamentos digitais. "Para eles, é tudo real, como se fosse do jeito tradicional, tanto para fazer amigos como para comprar, aprender ou combinar um passeio."

21. Como lidar com o cyberbullying?

O cyberbulling precisa receber o mesmo cuidado preventivo do bullying e a dimensão dos seus efeitos deve sempre ser abordada para evitar a agressão na internet. Trabalhar com a ideia de que nem sempre se consegue apagar aquilo que foi para a rede dá à turma a noção de como as piadas ou as provocações não são inofensivas. ''O que chamam de brincadeira pode destruir a vida do outro. É também responsabilidade da escola abrir espaço para discutir o fenômeno'', afirma Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Caso o bullying ocorra, é preciso deixar evidente para crianças e adolescentes que eles podem confiar nos adultos que os cercam para contar sobre os casos sem medo de represálias, como a proibição de redes sociais ou celulares, uma vez que terão a certeza de que vão encontrar ajuda. ''Mas, muitas vezes, as crianças não recorrem aos adultos porque acham que o problema só vai piorar com a intervenção punitiva'', explica a especialista.
Luzia helena Starck Leandro de Souza
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Cantora Vanessa Camargo conta que já sofreu assédio moral e bullying na escola


Lidia Pereira GallindoLidia Pereira Gallindo Publicado em 03/2009. Elaborado em 10/2006.GOSTOU?60 DIREITO DO TRABALHOASSÉDIO MORAL NA RELAÇÃO DE EMPREGOASSÉDIO MORAL «Página 3 de 8» CAPÍTULO 5 O assédio moral pode ocorrer no seio das instituições de ensino de diversas maneiras, tanto nas relações entre professores e alunos quanto nas relações entre alunos. Devido à carência de pesquisas específicas sobre o tema, as classes de assédio moral identificadas neste trabalho são frutos de reflexão e observação pessoal. A intenção é suscitar o aprofundamento dos estudos sobre o tema num ambiente tão crítico à formação da sociedade. ASSÉDIO MORAL ENTRE PROFESSORES E ALUNOS Este tipo de assédio é também chamado de assédio vertical, devido à relação hierárquica estabelecida entre professores e alunos. Há dois tipos de assédio vertical: assédio descendente, que se caracteriza quando o assediador é o professor e a vítima é o aluno, e assédio ascendente, que se caracteriza quando o assediador é o aluno e a vítima é o professor. No assédio descendente observam-se práticas tais como alijamento de atividades especiais, reprimendas repetitivas, críticas constantes ao comportamento do aluno, critérios não eqüitativos de correções de trabalhos, provas, discriminação étnica, religiosa, social, por origem, incluindo discriminação contra estrangeiros ou alunos procedentes de outras regiões do mesmo país, entre outras. Dadas as características do assédio descendente, os agentes de assédio podem não ser limitados a professores, mas podem englobar também a direção da instituição de ensino bem como outros profissionais que trabalham na instituição. No assédio ascendente observam-se práticas tais como desrespeito, sarcasmo, falta de atenção intencional, provocações, perturbações da ordem na sala de aula e no ambiente escolar em geral, abuso em função do poder econômico com ameaças à integridade física, entre outros.

Joseli Costa Santos Magalhães 14112080499
Priscila Aparecida Garcia Roberti 14112080382
Maria das Graças Jacinto Santos 14112080400