segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Violência na Escola: O papel do Gestor Escolar

 Noticiários de TV, jornais e demais meios de comunicação de massa mostram, com freqüência, acontecimentos violentos no âmbito educacional e, inegavelmente, com uma “dose” de forte emoção. Esta é a novidade: a violência adentrou os muros escolares fazendo-se marcante e presente. Que estará acontecendo com esta “sacrossanta” instituição que pretende apenas educar?Este é um problema que tem afetado a educação, os docentes e principalmente a gestão escolar, que é formada, geralmente, pelo diretor, vice-diretor, coordenadores e orientadores. São estes profissionais que acompanham de perto a ação educativa no cotidiano da escola, cabendo a eles equacionar os problemas que surgem neste ambiente, em busca de soluções.       A questão da violência escolar tem provocado uma série de reflexões acerca do papel da gestão. Esta pesquisa buscou descrever e conceituar as manifestações violentas no ambiente escolar, analisando e comparando duas escolas diferentes, com ênfase no papel dos seus gestores frente ao problema.As manifestações violentas assumiram formas variadas, sutis e, muitas vezes, perversamente camufladas por trás de um cenário tranqüilo na dinâmica das relações sociais. O que parece violento em certas culturas torna-se uma expressão natural em outras formas de organização social.     É neste contexto que o cotidiano escolar tem sido palco de manifestações agressivas, variando desde depredações até agressões verbais e físicas. A violência é um problema que se instalou no interior das escolas e já não temos como ignorá-la. No entanto, os gestores escolares, que são os sujeitos envolvidos diretamente na ação educativa, não têm conseguido lidar com esta questão, denotando despreparo e falta de conhecimento acerca do assunto.         Muitas vezes, na busca ansiosa por ações que amenizem a problemática, o fracasso é inevitável, agravando qualitativamente o desempenho das atividades desenvolvidas no ambiente escolar. Policiais, detectores de metais, advertências ou expulsões são medidas que não têm adiantado no combate à violência, pois são também atuações agressivas. Estas ações têm atingido o fenômeno superficialmente, apenas em seus efeitos aparentes. 
     Concordando com Áurea Guimarães (1996), ao lidarmos com questões de violência utilizando violências ainda maiores, com medidas exclusivamente punitivas, estaremos adiando a questão e camuflando seus efeitos, para que mais tarde tudo volte à tona.
     A gestão escolar atual não pode mais se fechar em ações isoladas, ignorando acontecimentos que vão além dos muros da escola, uma vez que esta instituição traduz o reflexo da sociedade com todos os seus dilemas e contradições.
 Refletir sobre o problema, além se ser uma necessidade, retrata um desafio para gestores.

Referências Bibliográficas :Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Nº 9394/96.                      Brasília, DF: Ministério da Educação, 1996.
BRASIL. Segurança na Escola – comissão de segurança escolar. Brasília/DF: Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

Alunas: Patrícia Monteiro S. Raeli              matricula : 14112080390
             Sabrina Teixeira do Nascimento    matrícula : 14112080385

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