quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Assédio moral nas escolas

Assédio moral nas escolas 

Diretoria 
      Chegou a hora de darmos um basta ao Assédio Moral no Ambiente de Trabalho dos Professores
O assédio moral, também chamado de humilhação no trabalho ou terror psicológico, acontece quando se estabelece uma hierarquia autoritária, que coloca o subordinado em situações humilhantes: afrontas, constrangimentos, rebaixamento, xingamentos, vexame. Estas e outras situações vêm fazendo parte da rotina de muitos docentes que no desenvolver de seus afazeres são mortificados pelo Assédio Moral. Segundo publicações recentes, esse problema quase clandestino e de difícil diagnóstico vem se tornando rotineiro no ambiente de trabalho do professorado. Ocorre que se o assédio moral não for enfrentado de frente pode levar à debilidade da saúde de milhares de trabalhadores, entre eles os PROFESSORES, prejudicando seu rendimento.
 “É preciso barrar o abuso de poder dos superiores hierárquicos”.  Apesar de estar em voga, o Assédio Moral não é uma figura nova. Surgiu praticamente junto com o trabalho. O que se tem de novo é a sua grande incidência na atualidade. Com a globalização e a flexibilização das leis trabalhistas, algumas entre muitas instituições educacionais da nossa base sindical estão se organizando de forma estratégica, tentando assim, mascarar e atribuir aos docentes funções não pertinentes a classe, que acaba gerando um passivo de afazeres que não são condizentes com a função do docente. Essa realidade acaba promovendo um grande desgaste entre patrões e empregados que frequentemente traz como resultado a prática de condutas relativas ao Assédio Moral no ambiente de trabalho, onde o alvo são os docentes. Destacamos as condutas mais comuns:
• instruções confusas e imprecisas ao(à) professor(a);
• dificultar o trabalho;
• atribuir erros imaginários ao(à) professor(a);
• exigir, sem necessidade, trabalhos urgentes;
• sobrecarga de tarefas;
• ignorar a presença do(a) professor(a), ou não cumprimenta-lo(a) ou, ainda, não lhe dirigir a palavra na frente dos outros, deliberadamente;
• fazer críticas ou brincadeiras de mau gosto ao(à) professor(a) em público;
• impor horários injustificados;
• retirar-lhe, injustificadamente, os instrumentos de trabalho;
• agressão física ou verbal, quando estão a sós;
• restrição do uso de sanitários;
• ameaças;
• insultos;
• “isolamento.”
Aos poucos, vem se trabalhando intensamente na identificação, orientação e representação junto aos órgãos competentes, todos os docentes vítimas do Assédio Moral no ambiente de trabalho, exigindo dos empregadores a extinção desta prática. Entendemos que essa atitude não pode ser mais tolerada, que o respeito nas relações humanas é indispensável. Não podemos fechar os olhos para esse tipo de violência. O Assédio Moral é uma realidade e deve ser combatida e levada em consideração pelas Instituições Educacionais para que essas possam fazer suas adaptações, assegurando ao professor condições dignas no ambiente de trabalho.
ATENÇÃO: A Instituição onde for comprovada a prática do Assédio Moral no Ambiente de trabalho, responderá em juízo por isto. Mesmo que essa Instituição alegue não ter conhecimento, será responsável pela composição dos danos causados à vítima, pois esta deve estar ciente de todas as situações ocorridas dentro de seu estabelecimento de ensino ou de seu campo de responsabilidade. 
Perfil dos assediadores: pessoas com sentimento de grandeza, arrogantes, prepotentes e egocêntricos.
Vale ressaltar que após a Emenda Constitucional 45 de 2004, os casos de dano moral decorrentes das relações de trabalho passaram a ser de responsabilidade da Justiça do Trabalho. Assim, todos os casos de reparação aos danos sofridos pelo Assédio Moral, tanto na esfera material quanto na esfera moral, deverão ser apreciados pela Justiça Especializada Trabalhista. 
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Opinião:

O professor, profissional que, ao longo dos anos, com as exceções, sempre foi massacrado por uma administração pública que valoriza apenas os números das estatísticas ditas de boca cheia pelos algozes, políticos que informam a quantidade de analfabetos funcionais que são jogados no mercado da vida sem a mínima chance de sair do gueto da pobreza. Os mestres que escolheram o caminho nobre para tentar apontar o caminho da dignidade, ganham salários miseráveis, incompatíveis com a função essencial para a vida, são frutos de formação precária, não têm como desenvolver a profissão dentro da estrutura carcomida do ensino público, e ainda são vítimas da violência gratuita que toma conta dos bolsões indigentes, violência essa fruto da situação dessa educação que comete genocídio com a “morte” sucessiva de gerações, para a manutenção do osso na boca daqueles que aprenderam apenas essa lição e se consideram integrantes da casta superior. Nossos professores são heróis anônimos de um país desumano e onde são lembrados apenas em tempos como o de agora, das promessas eleitorais que normalmente viram fumaça logo depois da unção dos novos poderosos. 

Patrícia Raeli- 14112080390
Sabrina Nascimento- 14112080385


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