segunda-feira, 3 de outubro de 2016

SÍNDROME DE BURNOUT - O que é? Porque os professores são vítimas da doença?

                 SÍNDROME DE BURNOUT 



O que é?
Porque os professores são vítimas da doença?





     A síndrome de Burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. O transtorno está registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde).
    Sua principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. A síndrome se manifesta especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso.
    Profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno.
    O sintoma típico da síndrome de burnout é a sensação de esgotamento físico e emocional que se reflete em atitudes negativas, como ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, baixa autoestima.
    Dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome.

Fonte de Pesquisa: drauziovarella.com.br/
                     
O que leva o professor a desenvolver a síndrome?


      Burnout é resultado de longa exposição aos estressores laborais crônicos, sendo mais freqüente em profissões com altas demandas emocionais e que exigem interações intensas,como é o caso, por exemplo, dos professores e dos profissionais de saúde.
     No caso dos profissionais de saúde, as demandas emocionais estão ligadas à compaixão,à onipotência de poder salvar vidas e à impotência por perdê-las. Já no caso do professor, as demandas são de outra natureza; estão relacionadas ao cuidado, à possibilidade ou não de se estabelecer um vínculo afetivo com o aluno que favoreça o processo de aprendizagem e permita ao professor realizar um bom trabalho.
     Essas demandas emocionais, no caso do docente, são inerentes a sua profissão, podendo ser agravadas, por exemplo, por políticas educacionais que aumentem a sobrecarga de trabalho sem a devida contrapartida, ou por condições inadequadas de trabalho, ou pela presença de alunos particularmente difíceis (alunos violentos, com grande déficit de aprendizagem) ou ainda pelo sentimento de injustiça, de não reconhecimento do seu esforço e da importância do seu papel na sociedade.

Referências Bibliográficas: mec.gov.br/conteudo=38

Alunas: Patrícia Monteiro Silva Raeli     matrícula: 14112080390
             Sabrina Teixeira do Nascimento matrícula: 14112080385

Um comentário:

  1. Como professora regente em uma turma de 5º ano de E.F., é muito comum ver colegas da profissão esgotados, e a maioria das vezes desmotivados.A falta de valorização da sociedade/pais,a indisciplina de alguns alunos,a cobrança nada motivadora de alguns gestores faz com que esse quadro de insatisfação com a profissão aumente a cada dia.Cobram dos Professores motivação para seus alunos, e quem será o motivador do professor? ....

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